Criação do Vale do Aço

30 de Dezembro – Criação do Vale do Aço

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), mais conhecida simplesmente por Vale do Aço, é uma região metropolitana brasileira no estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do país. Foi instituída pela lei complementar nº 51, de 30 de dezembro de 1998, sendo efetivada como região metropolitana em 12 de janeiro de 2006.

Além de Ipatinga, que sedia a agência metropolitana desde janeiro de 2012, é composta pelas cidades de Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso e Timóteo e pelo colar metropolitano, que é constituído por outros 24 municípios.

Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quatro principais municípios reuniam, em 2014, um total de 481 486 habitantes.

As Regiões Metropolitanas brasileiras criadas com a Lei Complementar nº 14 de 1973 recebiam em sua nomenclatura uma referência expressa às cidades polos. No entanto, isso não ocorre com a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), localizada no interior do estado de Minas Gerais, visto que não expressa em seu nome a cidade polo da área. Neste artigo, Romerito Valeriano da Silva e Leônidas C. Barroso mapeiam os 26 municípios que compõem a RMVA a fim de demonstrar aqueles que exercem maior centralidade. O resultado expõe a elevada desigualdade de desenvolvimento dessa região mineira, com cidades com grandes potencialidades e outras bastante vulneráveis.

A criação da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) em 1998 foi a legitimação de um processo de conurbação acompanhado por uma intensa integração funcional entre quatro municípios do Vale do Rio Doce: Ipatinga, Timóteo, Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso. De acordo com dados do Censo do IBGE de 2010, essa região metropolitana tem cerca de 450.000 habitantes.

A Região Metropolitana do Vale do Aço se enquadra no grupo das regiões metropolitanas emergentes ou incipientes por não ter uma cidade que ocupe de forma contundente a função de cidade polo (Olic, 2003). Em 2006 a lei complementar nº 90 (Minas Gerais, 2006) apresentou um grupo de municípios que, por estarem no entorno da RMVA, são considerados áreas de expansão da RMVA, e por isso, foram inseridos no chamado Colar Metropolitano da RMVA: Açucena, Antônio Dias, Belo Oriente, Braúnas, Bugre, Córrego Novo, Dom Cavati, Dionísio, Entre-Folhas, Iapu, Ipaba, Jaguaraçu, Joanésia, Marliéria, Mesquita, Naque, Periquito, Pingo-d’Água, São José do Goiabal, São João do Oriente, Sobrália e Vargem Alegre.

Os 26 municípios (quatro da RMVA e 22 do colar metropolitano) estão localizados na região leste de Minas Gerais em uma área atravessada por importantes rodovias (BR 381 e 458) e pela ferrovia Vitória Minas (mapa 01), a cerca de 220 km da capital estadual, Belo Horizonte, e no meio do Corredor de Exportação que é usado para escoamento da produção do quadrilátero ferrífero (MG) até o porto de Tubarão, no estado do Espírito Santo.

A emancipação dos municípios dessa área esteve diretamente vinculada à função da região como ponto de passagem da ferrovia Vitória Minas, estratégica para atender à demanda estrangeira pelos minerais metálicos do quadrilátero ferrífero. O período desenvolvimentista que caracterizou o Brasil entre as décadas de 1950 e 1970 criou as condições políticas e econômicas que levaram essa região a ser escolhida pelo governo brasileiro e pelo capital privado estrangeiro para a instalação de importantes indústrias de bens de produção intermediários: duas siderúrgicas, a Usiminas em Ipatinga e a Acesita em Timóteo; e uma fábrica de celulose, a Cenibra, em Belo Oriente. Com a instalação do parque fabril nessas cidades começa a longa relação entre essa região e a produção de aço, que levará tal área a deixar de ser conhecida como o vale de um rio, no caso o Rio Doce, para ser conhecida como o Vale do Aço.

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