11 de setembro é o Dia do Árbitro Esportivo.
A data especial nasceu na cidade de São Paulo, onde foi regulamentada pela Lei Nº 14.485, de 19 de junho de 2007. Depois disso, acabou sendo adotada por todo o Brasil.
Eles formam uma equipe, mas não têm um torcida a seu favor no estádio.
Aliás, todos os torcedores estão sempre de olho em cada passo de seu trabalho. Se qualquer marcação indica algo que a arquibancada não concorda, eles sentem nos ouvidos o efeito da paixão que move o futebol. Para árbitros e árbitras, não existe jogo fácil.
Não, não é para comemorar.
Mesmo com pessoas honestas, a credibilidade é questionada a qualquer decisão tomada errada no campo.
Reclamações a cada jogo terminado. Técnicos, jogadores, dirigentes e toda comunidade do futebol protesta.
Árbitros agredidos no campo como nunca visto antes em primeiro nível do futebol nacional.
Árbitros denunciados no tribunal, e mesmo a lei obrigando, a arbitragem não tem representatividade no STJD.
Punição pública pela própria entidade que forma e escala.
“Geladeira” a toda rodada.
As conquistas para os profissionais do apito são pífias. Em pleno 2020 as condições de trabalho são desumanas. Não se deve discutir profissionalização e sim as condições de trabalho e a valorização do profissional e da pessoa humana.
Enquanto não mudar a estrutura e a relação jurídica do árbitro com a entidade, não se pode comemorar este dia.
