Dia da Abolição da Escravidão dos Índios.

Em 1° de abril, comemora-se o Dia da Abolição da Escravidão Indígena no Brasil.

Durante a fase inicial da colonização brasileira, a escravidão concentrava-se na mão de obra do indígena. A escravização do indígena aconteceu, principalmente, na extração do pau-brasil. Desde o momento em que a produção do açúcar, a partir do cultivo da cana-de-açúcar, impôs-se como principal produto econômico da colônia, ocorreu a transição para a utilização da mão de obra do escravo africano.

Os historiadores citam alguns fatores para explicar a transição de uso do escravo indígena para o africano: mortalidade e fuga dos indígenas e imposição comercial da metrópole pelo tráfico negreiro. Outras razões, como a falta de adaptação do nativo para o trabalho regular, são atualmente contestadas pelos historiadores.

Primeiramente, o contato dos indígenas com os europeus levou a uma redução demográfica gigantesca por causa de doenças como varíola e gripe, que dizimavam as populações nativas. Isso acontecia pela falta de defesa biológica dos nativos a essas doenças. O historiador Boris Fausto indica que, em 1562 e 1563, por exemplo, surtos epidêmicos foram responsáveis pela morte de cerca de 60 mil indígenas.

Além disso, considera-se que a redução demográfica da população indígena aconteceu a partir das guerras travadas contra os portugueses. Por fim, muitos indígenas fugiram para o interior do território brasileiro para evitar o contato com os portugueses. Outras questões levantadas por estudos tradicionais, como a resistência indígena ao trabalho contínuo e sedentário, estão sendo criticadas por estudos atuais.

Aliada a essa questão, os historiadores sugerem que, além da redução demográfica da população indígena, a demanda da metrópole pela imposição do tráfico negreiro foi fundamental para que a mão de obra do escravo africano fosse disseminada no Brasil. Isso ocorreu porque o tráfico negreiro era uma atividade extremamente lucrativa para a metrópole.

Foi no dia 1° de abril de 1755, que o rei de Portugal publicou uma lei que acabava com o cativeiro de índios no país.

Mas há uma controvérsia nesta lei, pois o texto proibia a escravidão de novos índios, no entanto, não libertava aqueles que tinham sido adquiridos antes do documento entrar em vigor.

Isso gerou problemas para quem possuía índios como mão de obra.
Os índios só pararam de ser escravos quando os senhores de engenho passaram a ter condições econômicas para comprar negros. E pode-se dizer que a abolição da escravidão indígena tornou-se definitiva depois que o Marquês de Pombal assinou uma lei em 6 de junho de 1755, que valeria apenas no Estado do Grão-Pará e Maranhão. Depois, em 1758, a medida foi ampliada para todo o país.

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