4 de março é o Dia Mundial da Obesidade. Não é uma data para celebração mas de conscientização a respeito da doença.
É preciso difundir o conceito de que a obesidade não é uma escolha individual e sim uma doença complexa. Alimentos ultraprocessados, inatividade física, stress, noites mais dormidas são fatores que favorecem a obesidade
Muito se fala sobre os hábitos de vida e a obesidade. É um fator importante. Mas você sabia também que o controle do nosso balanço energético é controlado por uma série de eixos hormonais?
O nosso organismo tem maneiras muito eficientes de uma vez perdido o peso inicial, se defender contra essa perda ou até mesmo ganhar novamente o peso perdido. E isso ele faz através do estabelecimento de um Gap energético
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo são obesas – 650 milhões de adultos, 340 milhões de adolescentes e 39 milhões de crianças. Esse número continua aumentando. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, até 2025, aproximadamente 167 milhões de pessoas – adultos e crianças – ficarão menos saudáveis por estarem acima do peso ou obesas.
A obesidade afeta a maioria dos sistemas do corpo. Atinge o coração, fígado, rins, articulações e sistema reprodutivo. Isso leva a uma série de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de câncer, bem como problemas de saúde mental.
A chave para prevenir a obesidade é agir cedo, idealmente antes mesmo de o bebê ser concebido. Uma boa nutrição na gravidez, seguida de amamentação exclusiva até os seis meses de idade e continuada até dois anos ou mais, é o melhor para todos os bebês e crianças pequenas.
Ao mesmo tempo, os países precisam trabalhar juntos para criar um ambiente alimentar melhor para que todos possam acessar e pagar por uma alimentação saudável. Medidas eficazes incluem restringir o marketing para crianças de alimentos e bebidas ricos em gorduras, açúcar e sal; taxar bebidas açucaradas; e melhorar o acesso a alimentos saudáveis. As cidades também precisam oferecer espaços para caminhadas, ciclismo e recreação seguras e as escolas precisam ajudar as famílias a ensinar hábitos saudáveis às crianças desde cedo.
